O poder da tecnologia

Esses dias me deparei com a seguinte reflexão: se quero ver um filme, torço para que ele esteja na Netflix, afinal, se não estiver, é bem provável que eu acabe não vendo e escolhendo outro título do catálogo. Vivemos na era digital e nunca houve uma geração tão conectada. Conectada com tudo que acontece a sua volta e, por consequência, conectada com tudo que a tecnologia ainda vai desenvolver. Hoje, sair sem celular é quase o mesmo que sair sem as calças e não ter uma conta em uma rede social é não existir para o mundo. Por um lado, nunca fomos tão criativos e inovadores, mas, por outro, nunca fomos tão dependentes da tecnologia. O desenvolvimento do maquinário moderno é intenso, porém frágil. Basta pensar que quando acaba a luz, ficamos sem absolutamente nada para fazer, não carregamos o celular, não esquentamos comida no micro-ondas, não temos ar condicionado, elevador, wi-fi e eu garanto que a bateria viciada do notebook não dura para sempre. Então, até que ponto a tecnologia é positiva? E qual o limite da inovação?

O avanço tecnológico vai muito além do que podemos ver no dia a dia. É como em um desfile de moda contemporâneo, vemos várias peças que jamais chegarão às vitrines dos shoppings. A tecnologia já foi muito além da Siri, da live, do Stories, da impressora 3D, hoje existem casas totalmente automatizadas, a realidade virtual nunca foi tão explorada (basta lembrar do boom do Pokémon Go) e parece que não podemos mais viver fora da nuvem.

Entretanto, a tecnologia também tem seus lados negativos. Além de ficarmos viciados em um mundo virtual, nos tornamos poderosos e perigosos. São ameaças nucleares, censura dos meios de comunicação e o caso WikiLeaks (vazamento de informações sensíveis sobre governos ou organizações) que vivemos no século da inovação. Em menor escala, é o terror de ter suas contas invadidas, o crescimento dos crimes virtuais e, por que não, o Baleia Azul.

Para finalizar a pequena reflexão, fica o convite a assistir Black Mirror. Muitas das tecnologias apresentadas nos episódios já existem na chamada “vida real” e muitas estão próximas de existir. A série tem seus episódios cômicos, tem seus episódios trágicos, tem suspense e thriller psicológico, mas, uma coisa é certa, Black Mirror nos ensina a repensar a influência da tecnologia. E está na Netflix.

 

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